Conflito no Irã pressiona custos de pequenos negócios no Brasil e acende alerta para inflação.
Por Redação RDN
A escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã começou a ecoar na estrutura de custos das micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras nesta semana. O aumento nos preços internacionais de insumos químicos e a volatilidade do petróleo já impactam desde o frete logístico até o setor de alimentação fora do lar.
O principal canal de transmissão é o mercado de fertilizantes e ureia, onde o Irã detém fatia relevante da produção global. Segundo analistas consultados, o encarecimento desses insumos eleva o custo de produção agrícola no Brasil, gerando um repasse imediato para o varejo de alimentos.
Impactos diretos no pequeno empreendedor:
Combustíveis: A pressão no barril do petróleo elevou as projeções para o diesel e gasolina, afetando diretamente pequenos negócios de delivery e serviços de transporte que operam com margens estreitas.
Crédito: Com a incerteza global, o mercado projeta uma manutenção da taxa Selic em patamares elevados para conter a inflação importada, encarecendo o capital de giro para as MPEs.
Insumos: Pequenas indústrias de plásticos e cosméticos já relatam dificuldades em negociar preços de derivados de petróleo e produtos químicos importados.
"O pequeno empresário é o elo mais frágil dessa corrente, pois tem menos poder de negociação com fornecedores e pouco fôlego para absorver altas repentinas sem repassar ao consumidor", afirmou um economista setorial.
As entidades representativas do comércio recomendam que os empreendedores revisem suas planilhas de custos imediatamente e busquem fornecedores locais para mitigar a dependência de insumos dolarizados enquanto o cenário externo permanecer instável.
