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Quarta Edição

Conflito no Irã pressiona custos de pequenos negócios no Brasil e acende alerta para inflação.

Por Redação RDN

A escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã começou a ecoar na estrutura de custos das micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras nesta semana. O aumento nos preços internacionais de insumos químicos e a volatilidade do petróleo já impactam desde o frete logístico até o setor de alimentação fora do lar.

O principal canal de transmissão é o mercado de fertilizantes e ureia, onde o Irã detém fatia relevante da produção global. Segundo analistas consultados, o encarecimento desses insumos eleva o custo de produção agrícola no Brasil, gerando um repasse imediato para o varejo de alimentos.

Impactos diretos no pequeno empreendedor:

  • Combustíveis: A pressão no barril do petróleo elevou as projeções para o diesel e gasolina, afetando diretamente pequenos negócios de delivery e serviços de transporte que operam com margens estreitas.

  • Crédito: Com a incerteza global, o mercado projeta uma manutenção da taxa Selic em patamares elevados para conter a inflação importada, encarecendo o capital de giro para as MPEs.

  • Insumos: Pequenas indústrias de plásticos e cosméticos já relatam dificuldades em negociar preços de derivados de petróleo e produtos químicos importados.

"O pequeno empresário é o elo mais frágil dessa corrente, pois tem menos poder de negociação com fornecedores e pouco fôlego para absorver altas repentinas sem repassar ao consumidor", afirmou um economista setorial.

As entidades representativas do comércio recomendam que os empreendedores revisem suas planilhas de custos imediatamente e busquem fornecedores locais para mitigar a dependência de insumos dolarizados enquanto o cenário externo permanecer instável.

Contagem regressiva para a Reforma: Fase de teste da CBS e IBS exige adaptação imediata de empresas.

Por Redação RDN

Com a aproximação do segundo semestre de 2026, o setor produtivo brasileiro intensifica os preparativos para a transição definitiva do sistema tributário. A partir de julho, novas obrigações fiscais entram em vigor, marcando a substituição gradual dos antigos impostos pelo modelo dual: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal)

A mudança exige que empresas de todos os portes, incluindo as do Simples Nacional, adaptem seus sistemas de emissão de notas para incluir campos específicos desses novos tributos. Embora para micro e pequenas empresas o destaque do IBS e CBS seja opcional nesta fase inicial, especialistas alertam que a não adaptação pode dificultar a geração de créditos tributários para clientes corporativos.

O que o empresário precisa saber agora:

  • Novas Notas Fiscais: Entram em vigor regras para a emissão de NF-e em casos de recusa de mercadorias e a permissão de NFC-e para compras feitas por CNPJs. [1]

  • Créditos Tributários: O novo sistema permite que empresas acumulem créditos de forma mais simples, mas a gestão contábil precisará ser 100% digital e precisa para evitar perdas financeiras.

  • Desenrola para Empresas: O governo lançou condições especiais para negócios liderados por mulheres, facilitando a renegociação de dívidas tributárias antes da plena vigência da reforma. [1]

"Não é apenas uma mudança de nomes de impostos, é uma mudança de cultura operacional. Quem deixar para a última hora corre o risco de travar o faturamento por inconsistências nos novos leiautes fiscais", afirma o conselho diretivo da

Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Empreendedorismo em alta: Brasil abre 1,6 milhão de empresas em 2026 em meio à transição tributária.

Por Redação RDN

O Brasil encerrou o primeiro bimestre de 2026 com uma marca histórica: mais de 1,6 milhão de novas empresas foram abertas, um recorde para o período. O dado impressiona por ocorrer justamente no momento em que o país inicia a fase de testes da Reforma Tributária, com a introdução da CBS e do IBS.

Segundo dados do Sebrae, as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) representam 97% desses novos registros. O fenômeno mostra que, apesar do receio com as novas alíquotas e o cenário externo volátil, a confiança do empreendedor brasileiro permanece resiliente.

Serviços em Condomínios: A "Bola da Vez"

O grande motor desse crescimento tem sido o setor de serviços, com destaque para nichos especializados em

gestão e manutenção predial

. Com a verticalização das cidades, pequenos negócios focados em limpeza técnica, jardinagem inteligente e portaria remota registraram a maior alta de abertura de CNPJs em 2026.

O Desafio da Adaptação

O recorde de aberturas traz um alerta: esses novos empresários já "nascem" sob a égide do novo sistema tributário. Diferente de empresas veteranas, os novos negócios de 2026 precisam implementar softwares de gestão que já contemplem o cálculo dual de impostos desde o primeiro dia de operação.

O fato de termos 1,6 milhão de novos negócios mostra que o empreendedor vê na simplificação da Reforma uma oportunidade de longo prazo, superando a barreira da burocracia inicial.